High School DxD:Volume 1 Vida 1

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Vida.1:Eu não sou mais humano[edit]

Parte 1[edit]

[ACORDE! ACORDE! SE VOCÊ NÃO ACORDAR EU VOU TE DAR UM BE...BEIJO...]

—....Mmmmm.

Esse é um despertador que toca com a voz de uma "tsundere", mas é incapaz de acordar seu dono que continuava dormindo. Esse dono caíra da cama ao chão, onde continuava tendo um pesadelo.

Esse seria eu mesmo.

...Esse é o pior jeito de acordar.

Tive aquele pesadelo terrível de novo.

Ultimamente ele vem se repetindo. O sonho no qual eu sou morto pela Yuuma.

Como estou aqui ainda vivo aquilo só pode ter sido um sonho.

— Ise! Acorda!

Minha mãe me chamava lá de baixo. Era apenas uma manhã como todas as outras.

—Já escutei! Vou levantar agora!

Após comunicar minha resposta, me levantei do chão.

Aaaa...

Comecei o dia com o pé esquerdo de novo. Tô tão deprimido...

Dei um grande suspiro enquanto vestia meu uniforme.

Parte 2[edit]

—Até logo, Já estou indo.

Saí de casa bocejando.

No caminho para a escola, eu mal conseguia manter os olhos abertos com toda aquela claridade. Aaaaah... Que saco.

Ultimamente não estou conseguindo suportar a claridade do sol.

Ela parece penetrar na minha pele, eu não aguento.

De qualquer maneira, o sol da manhã é insuportável.

Como não consigo mais acordar cedo, recentemente minha mãe tem vindo me acordar toda manhã.

Por outro lado, à noite estou muito mais ligado. Tem algo dentro de mim que aparece e me deixa totalmente aceso.

Agora sou uma pessoa completamente "da noite".

É estranho.

Tem alguma coisa errada. Eu costumava dormir tarde às vezes, mas só por um milagre eu conseguia ficar acordado até uma hora da manhã.

Porém, ultimamente eu vou até as três ou quatro horas da madrugada, fácil. Chego até mesmo a ir dormir quando o sol já está nascendo, e isso agora se tornou minha rotina diária.

Não estou viciado em jogos online nem em programas noturnos de tv.

...O que está acontecendo com o meu corpo?

Será que o meu cérebro não quer me deixar dormir pra que eu não tenha mais o sonho em que minha namorada me mata?

...Não, eu estou apenas racionalizando, não deve ser isso. O natural seria o corpo sentir a necessidade do sono.

O que eu sinto durante a noite... Acho que não tem nada a ver com o que aconteceu antes.

Não sei como explicar, mas eu sinto o meu corpo energizado, e tenho um palpite que algo misterioso dentro de mim está crescendo do fundo do meu corpo.

Então saí à noite para testar isso. O ritmo das minhas passadas está mais rápido e o meu coração se enche de prazer quando entro nos lugares mais escuros.

Ainda nessa noite, eu dei uma arrancada e, para minha surpresa, alcancei uma velocidade incrível.

Se eu entrasse para o time de corrida da escola, certamente seria o melhor. Minha resistência física também é muito grande. Minha resistência é tanta que eu poderia correr uma maratona como se estivesse fazendo uma simples caminhada.

Eu fiquei com excesso de confiança, e quando tentei correr na manhã seguinte, descobri que essa minha resistência tinha sumido, cheguei a achar que o que acontecia a noite não era verdade. Bem, na média seria o esperado para um jovem estudante da minha idade, o problema é a enorme diferença entre o eu-noturno e o eu-diurno.

Eu fico estranho à noite.

Pode parecer maluquice, mas a sensação que sinto durante as noites é de liberação e o excitamento está me transformando numa pessoa diferente.

Arggh... A luz do sol tá me matando...

Ao contrário do que acontece à noite, de dia eu fico totalmente fraco.

Quanto mais eu penso sobre isso, mais eu fico convencido que tem alguma coisa errada com meu corpo.

Só posso concluir que eu mudei desde aquele dia em que eu tive o encontro com a Yuuma.

Parte 3[edit]

A escola que eu frequento é a Academia Kuou, é um colégio particular. Algum tempo atrás era uma escola só para garotas que recentemente virou um colégio misto. Consequentemente, o número de garotas ainda é maior que o de garotos, mas com o passar do tempo, o numero de garotos foi aumentando. Porem, de uma maneira geral o numero de garotas continua maior. Eu estou no segundo ano do ensino médio e, na minha classe, a proporção de garotas para garotos e de 7:3. Para o terceiro ano a proporção e de 8:2. Até hoje as garotas têm uma influência maior na escola e o Conselho Estudantil é formado, na sua maioria, por garotas, inclusive a presidente do conselho é uma garota. Em suma, é uma escola em que os garotos não podem fazer o que bem entendem, e, ainda assim, resolvi estudar aqui. A razão é simples. Esse lugar tem mais garotas, o que é maravilhoso. Essa escola é conhecida por ser difícil de se conseguir entrar, mas eu consegui graças à minha intenção maliciosa de estudar cercado de garotas. Foi só por isso que me esforcei tanto e agora posso frequentá-la.

O que há de errado nisso?! Qual o problema de ser um rapaz cheio de tesão?! A vida é minha, ninguém tem nada com isso! Eu vou construir um harém pra mim nessa escola! E essa é a minha missão desde que entrei aqui. Mas agora estou deprimido. Como tinha tanta garota, achei que conseguiria duas ou três namoradas fácil, fácil.

Mas eu estava errado. Só um grupo de rapazes mais atraentes é que são populares, mas pra mim as garotas nem olham. Para ser mais preciso, elas me ignoram como se fosse um lixo jogado no chão. Merda! Não era isso que eu tinha planejado! Como isso pode ter acontecido?! De acordo com meu plano, eu deveria arranjar minha primeira namorada logo ao entrar para essa escola! Depois eu ia romper com ela e começaria a sair com outra, e assim por diante. Até que, quando eu estivesse para me formar, um monte de garotas deveria estar lutando por mim numa batalha mortal. Do jeito que a coisa está indo, meu objetivo nunca vai ser alcançado! Será que isso não era mais que um sonho? Será que eu estava errado? Nasci na época errada? Ou será que tinha alguma coisa errada comigo? Não, não posso pensar assim...

E isso é o que passa pela minha cabeça, no dia a dia. Eu cheguei a minha sala de aula enquanto dava um enorme suspiro, e sentei na minha cadeira.

— E aí meu amigo? Que tal o filme pornô que eu te emprestei? Muito bom, não é?

O cara que veio falar comigo, um careca, era meu amigo número 1, Matsuda. A primeira vista ele parece um atleta dedicado, mas na verdade ele é um pervertido que passa o dia inteiro dizendo obscenidades. Quando ele ainda estava no ensino fundamental, ele era um excelente atleta, inclusive quebrou vários recordes, mas hoje em dia ele está no clube de fotografia da escola. Ele quer tirar fotos de garotas de todos os ângulos possíveis, o que fez receber apelidos como "careca pervertido", ou "Paparazzi tarado".

— Hmmm, hoje estava ventando um bocado, não é? Por isso consegui uma vista maravilhosa das calcinhas das garotas.

O cara de óculos tentando parecer legal é o amigo número 2, Motohama. Seus óculos tem a característica de mostrar as medidas de qualquer garota observada. Seus apelidos são "Quatro-olhos pervertido" e "Calculadora BCQ" <Busto, Cintura, Quadril>. Esses dois são os meus companheiros. Sério, quando olho pra esses caras ao meu redor, me sinto o próprio fracassado.

— Estou com um material de primeira.

Matsuda tirou uma porção de revistas e DVDs inapropriados da sua sacola e jogou tudo em cima da minha carteira, sem a menor cerimônia.

— Heee!

Escutei um gritinho de uma garota do outro lado da sala. Bem, era de se esperar, nós estávamos mexendo com "isso" logo cedo.

Após o grito, vieram os comentários maldosos das outras garotas. "Vocês são a escória.", "Se matem, animais nojentos!"

— Silêncio! Essa é a nossa diversão! Garotas e crianças não devem olhar, fiquem longe! Se não vou estuprá-las todas na minha imaginação Você é vulgar como de costume, Matsuda-kun. Até a algum tempo atrás eu diria, extasiado "Uau, onde você arranjou esse tesouro?". Mas como ultimamente me encontro nesse estado de total letargia toda manhã, prefiro deixar quieto. Matsuda olha pra minha cara e dá um suspiro.

— O que há com você, heim? Com todas essas maravilhas na sua frente e você com essa cara de tédio.

— É... O que aconteceu com você? Ultimamente você não se parece o mesmo? Tá muito estranho. Motohama acrescenta, enquanto ajeita seus óculos.

— Eu também queria estar entusiasmado com tudo isso, mas ultimamente me sinto sem energia para ficar excitado.

— Será que você pegou alguma doença? Não pode ser. O cara conhecido como "a manifestação de todos os tipos de prazeres carnais" não pode estar assim tão abatido. Motohama faz outro comentário maldoso sobre mim. Sério, esse cara é muito grosso.

— Ah, será que é aquilo? Aquela alucinação que você teve sobre uma namorada imaginária. Era Yuuma-chan, não era? Será que é um efeito colateral?

— Fala sério, vocês realmente não se lembram da Yuuma? Os dois me olharam com tristeza quando fiz essa pergunta.

— Nós realmente não sabemos dela. Cara você devia mesmo consultar um médico. Não concorda Motohama?

— É... Já estamos cansados de dizer que não conhecemos ninguém com esse nome.

Eles sempre reagem assim sempre que menciono Yuuma. Primeiro achei que eles estavam brincando. Porém, quando falei sério com eles, descobri que não estavam mentindo. Eu me lembro de claramente de ter apresentado a Yuuma-chan para eles. E eles diziam coisas como "Como é que uma beleza dessas pode estar saindo com o Ise?" e "Deve ter ocorrido um erro no sistema, você não cometeu nenhum crime, não é?" e outros comentários maldosos. Eu me lembro de ter ficado convencido e tinha dito, "Por que vocês também não arrumam namoradas?".

Eu me lembro disso muito bem. Mas eles não, eles nem mesmo se lembram da Yuuma-chan. É como se a Amano Yuuma nunca tivesse existido. Como se o tempo que eu tinha passado com a Yuuma-chan nunca tivesse acontecido, como se tudo não passasse de uma alucinação, como esses dois insistem em dizer. Os dois acabaram provando que não havia qualquer sinal do número do telefone ou do e-mail da Yuuma na lista de chamadas do meu celular. Será que foi apagado da memória? Será que alguém apagou? Não pode ser! Eu não apaguei, quem poderia tê-lo feito? Eu liguei para o número que eu me lembrava, mas o número não se encontrava em uso. Então isso quer dizer que ela não existe? Foi tudo imaginação minha? Algo tão doido não pode estar acontecendo, mas fora a minha lembrança, não existe a menor evidência que ela tenha existido. Pensando bem, eu nem sei onde ela mora.

Ela estudava em outra escola, então fui atrás e descobri a escola com o mesmo uniforme que ela usava. Perguntei aos estudantes de lá, mas ninguém tinha ouvido falar nela.

Então quem era a minha namorada? Com quem eu estava saindo? O sonho que tenho tido é apenas uma fantasia que eu inventei? E eu falando com o Matsuda e o Motohama como se isso fosse verdade? Isso faria de mim um maluco. Eu me lembro claramente do rosto dela. Tem alguma coisa errada nisso tudo, inclusive o estranho vigor que sinto todas as noites. Mas o que exatamente será isso? Enquanto refletia sobre esses acontecimentos recentes, Matsuda pousou sua mão no meu ombro.

— Meus amigos, nós estamos na flor da juventude, então é normal agirmos dessa maneira. Sendo assim, passem lá em casa depois das aulas. Vou mostrar pra vocês parte da minha coleção secreta.

— Excelente ideia, caro Matsuda-kun. Ise-kun deve ir, é disso que ele precisa.

— É claro, Motohama-kun. Nós somos jovens dominados por nossos apetites sexuais. Seria um insulto aos pais que nos geraram se não fizéssemos nada para saciar esses impulsos depravados.

Os dois sorriam. Eles são mesmo uns tarados. De qualquer ângulo que se olhe, eles não passam de uns degenerados nojentos. Para minha tristeza, eu também sou um deles. Quem se importa, eu adoro essas coisas mesmo.

— Então está combinado. Hoje ninguém segura à gente. Vamos comprar umas bebidas e salgadinhos e assistir pornô até o sol raiar!

— É isso aí! Esse é o Ise-kun que a gente conhece!

— Esse é o espirito. Vamos celebrar a felicidade de termos nascidos homens.

Matsuda e Motohama já estão bem animados. Vou esquecer a Yuuma por enquanto. Eu também preciso me divertir de vez em quando! Hoje só quero saber de mergulhar no mundo do pornô!

Foi quando aconteceu. Após fazermos os planos para aquela tarde, um vermelho carmesim capturou a minha atenção. Da sala de aula, olhava pela janela quando de relance reparei numa garota no pátio da escola. Não pude tirar os olhos dessa garota, que caminhava em direção ao prédio da escola.

Ela tinha cabelos ruivos e era de uma beleza sobrenatural. Sua figura esbelta não era a de uma garota japonesa. Ela obviamente não era japonesa, e diziam que ela vinha do norte da Europa. Qualquer um que testemunhasse sua beleza teria seu coração roubado. Seu nome é Rias Gremory, e ela era a deusa da escola. Ela cursava o terceiro ano, sendo, portanto, minha veterana.

Percebi que todos a observavam, tanto garotos como garotas. Matsuda e Motohama também olhavam para ela. Isso acontecia todos os dias. Todos a olhavam quando ela passava andando. Alguns paravam de caminhar enquanto outros até interrompiam o que estavam falando.

Uma leve brisa permeava por seus cabelos enquanto todos a observavam. Os cabelos chegavam até sua cintura, mas agora era levantado pelo vento. A atmosfera a seu redor parecia também pintada de vermelho, da mesma cor de seus cabelos.

Sua pele, branca como a neve, era belíssima. Belíssima era como se podia descrevê-la em apenas uma palavra. Era a única palavra adequada para descrevê-la.

Eu sempre parava tudo o que estava fazendo sempre que olhava para ela. Porém ultimamente a minha percepção dela quando a observava havia mudado. Ela era bonita, mas ela era bonita demais. Sua beleza me assustava, e confesso que ficava com um pouco de medo quando a via.

Não sei por que, mas passei a sentir receio dela desde que Yuuma-chan tinha desaparecido. Nesse momento, os olhos dela se moveram em direção ao nosso prédio e me capturaram. Senti como se o meu coração tivesse sido capturado por ela. Era o sentimento de estar diante de seu superior. A expressão de seus olhos azuis mudou e ela abriu um leve sorriso.

Será que era direcionado a mim? Não pode ser eu nunca falei com ela antes. Então lembrei o sonho que tivera. Nele, lá pelo final, alguém de cabelos ruivos falava para mim. Uma pessoa gentil, mas também assustadora. Enquanto divagava ela sumiu da minha vista.

Parte 4[edit]

— Sério, eu quero apalpar uns peitinhos!

Enquanto assistia filme pornô, eu segurava o Matsuda que não parava de chorar. Quando começamos a ver filme pornô logo depois que chegamos da escola, estávamos todos animados e felizes. À medida que assistíamos mais e mais filmes, começamos a ficar deprimidos. A razão é que a questão "Porquê é que a gente não tem namorada" acabou entrando na conversa.

Nós discutíamos a sério, e então deu vontade de chorar. Matsuda começou a chorar três filmes atrás. Motohama fazia pose, mas de trás de seus óculos, lágrimas podiam ser vistas escorrendo de seus olhos.

Meia hora atrás, Motohama disse, "Uma garota pediu pra eu ir encontrá-la atrás do prédio da academia, e foi a primeira vez que fui assaltado por uma garota..." numa voz quase inaudível. Até eu fique comovido ao ouvir isso.

Fico imaginando com o que três rapazes que ficaram emburrados assistindo pornô se parecem. Obviamente são três caras impopulares. Dá vontade de odiar o mundo só de pensar que existem rapazes da minha idade fazendo sexo com garotas nesse exato momento. Enquanto isso passava pela minha cabeça o último filme chegou ao fim e o céu já estava completamente escuro. Olhei pro meu relógio e já eram dez horas da noite. Eu já havia dito aos meus pais que estava na casa do Matsuda, mas se continuasse por aqui, acabaria incomodando a família dele e corria o risco de me atrasar para a escola no dia seguinte.

— Aí, já estou indo embora.

Depois de eu dizer isso, nós levantamos e nos preparamos para partir.

— A gente se vê.

Após deixarmos Matsuda, na frente da casa dele, Motohama e eu começamos a ir pra nossas casas.

— É uma noite tão linda. Numa noite dessas é normal assistir filme pornô.

Motohama ficou falando bobagem enquanto olhava para o céu e suspirava. Ele parecia totalmente deprimido. Bem, amanhã tanto Motohama como Matsuda devem voltar a seu comportamento usual, então tudo deve ficar bem, eu acho.

— Até amanhã.

— É, tenha bons sonhos.

Motohama acenava com a mão, mas dava pra ver que continuava deprimido. Mais tarde eu mando uma mensagem pelo celular pra animar ele.

Alguns minutos depois de me separar de Motohama eu ainda caminhava para casa. Porém eu podia sentir uma energia estranha fluindo pelo meu corpo. É um sintoma da minha transformação no "super homem noturno" que vem acontecendo. Definitivamente tem algo estranho com o meu corpo.

Isso não é um fenômeno normal. Minha visão ficou melhor, assim como meus outros sentidos. Meus olhos e meus ouvidos ficam especialmente mais aguçados. Eu conseguia até mesmo ouvir conversas de pessoas dentro de suas casas. Eu conseguia ver a rua claramente mesmo sendo noite escura. Eu enxergava até mesmo em lugares sem iluminação nenhuma, então isso é totalmente estranho! Parece que essa "força" aumenta a cada dia que passa. Isso não é só impressão minha. Os calafrios que sinto pelo meu corpo todo são reais!

Eu podia sentir alguém me observando. E esses calafrios pelo meu corpo... Eu sentia que havia algo estranho no ar. Meu corpo começou a tremer e, quanto mais eu avançava, mais agitado me sentia.

Era um homem. Um homem vestindo um terno olhando ferozmente para mim como se eu fosse seu inimigo. Não, isso era algo ainda mais perigoso. Isso era definitivamente uma intenção de matar.

O homem veio caminhando bem devagar. Mas ele vinha certamente na minha direção! Então ele está atrás de mim! Um pervertido? Uma pessoa perigosa? Será que eu estou em perigo? Eu devo estar em perigo, pois não consigo parar de tremer! Porque eu tinha que encontrar um cara mal-encarado no caminho pra casa?

— Isso é fora do comum. Encontrar alguém como você num lugar desses.

"...?"

O que ele quer dizer com isso?

Mas o que eu esperava? Um maluco desses só vai falar coisas sem sentido mesmo.

Ele só pode ser um cara perigoso!! Ah merda, o que eu vou fazer se ele puxar uma faca? Eu não conheço nenhuma técnica de auto-defesa, eu sequer já estive envolvido numa briga pra valer!

J- Já sei! Minha força que aumenta à noite! É isso! Posso usá-la para fugir daqui! Felizmente eu já tinha me afastado um pouco enquanto andava para trás.

O cara, que emitia uma aura maligna, começou enfim a se aproximar de mim.

— Tá tenteando fugir? Quem é o seu superior? Deve ser alguém do baixo escalão ou com hábitos estranhos, para escolher um lugar desses como território. Então, quem é o seu mestre?

Eu nem sei do que você está falando!

FUI!

Então eu me virei e disparei a correr na direção oposta. Rápido. Eu estou estupidamente rápido. É estranho pra mim dizer isso, mas eu sou espantosamente rápido à noite. Eu continuava correndo, escolhendo as ruas ao acaso.

Eu continuava a correr, agora já nem sabia mais onde eu estava. Não tinha perdido o fôlego ainda. Podia correr por mais tempo ainda. Se for assim, vou correr até perdê-lo de vista!

Passados uns quinze minutos, cheguei numa espaço aberto. Uma praça. Parei de correr e passei a andar. Fui em direção ao chafariz enquanto puxava a respiração.

Dei uma olhada ao meu redor. Tem algo estranho com esse lugar. Eu já estive aqui. Estou me lembrando dessa praça... É isso. Esse é o lugar que eu visitei no meu encontro com a Yumma! Cara, que coincidência... Será mesmo? Devo ter vindo para cá sem perceber. Não pode ser.

CALAFRIO

Eu senti um calafrio subindo pelas minhas costas. Tem alguém atrás de mim... Posso sentir. Virei-me lentamente, e uma pena negra caiu na minha frente. Será de um corvo? Acho que não.

— Você realmente acha que eu ia deixar você escapar? Por isso que eu não gosto de tratar com a ralé.

A pessoa que estava diante de mim era um cara de terno que tinha um par de asas negras nas costas. É o mesmo cara suspeito de antes. ...Um anjo? Não, não pode ser isso não é nenhum conto de fadas. Será uma fantasia? Parece real demais pra ser uma fantasia. Será que essas asas são verdadeiras? Não pode ser!

— Me diga o nome do seu mestre. É um saco ter que tratar com a sua laia. Por isso nós vamos... Pera aí, será que você é um "independente"?

Se você está com essa cara de preocupação pode ser por que você não tem um mestre.

O cara suspeito murmurava para si mesmo. Não invente história sobre mim!

Isso é sério, aliás, acabei de recordar o incidente que aconteceu no meu sonho. O sonho sobre meu encontro. No final daquele sonho, eu fui morto pela Yuuma-chan exatamente na frente deste chafariz. É pela Yuuma-chan que tinha asas negras saindo pelas costas.

E tem um cara com asas negras bem na minha frente. ...Será que o sonho está virando realidade? Ei, ei, porque é que a garota gostosa agora virou um cara nojento?! Não, não é isso o que importa! O importante é a situação em que eu me encontro!

Se isso for seguir conforme o sonho, então o que deve acontecer agora é ...

"Hmpf. Não sinto a presença de um mestre ou de colegas seus. Também não percebo nada que possa esta tentando esconder sua presença. Não tem nenhum círculo de magia aparecendo nas proximidades. Tudo leva a crer que você é mesmo um independente. Então não vai ter problema se eu te eliminar.

Depois de dizer essas coisas assustadoras, o cara levanta a mão. E, sem dúvida, essa mão está apontando na minha direção! Escuto um barulho. Eu já vi isso antes. Luzes começam a se concentrar na mão dele. Espera aí, esses acontecimentos fantásticos deviam ficar nos sonhos! Essa luminosidade toma então a forma de uma lança.

Uma lança...

Então é uma lança!

Eu fui trespassado na minha barriga por aquela coisa no meu sonho e sofri pra diabo!

— Eu vou ser morto!

Quando me dei conta, já tinha sido varado no estômago.

Tinha algo saindo pela minha boca. Coff! Muito sangue saia pela minha boca, seguido de uma dor intensa. Tá doendo. Tá doendo demais!

Caí de joelhos. Podia-me sentir queimando por dentro. A dor se espalhou por todo o meu corpo, e doía tanto que já não aguentava mais. Dor intensa... Isso não é o suficiente para descrevê-la!

Tentei tirar a lança com as mãos, mas a dor se espalhou pelas minhas mãos quando toquei nela. Era quente. Era quente demais. Havia marcas de queimaduras nos lugares que se encostaram à lança.

— Guu......... aaaaaaaa...

Comecei a gemer. Tá doendo. Tá doendo demais!

Se a minhã mão já está desse jeito, a lança deve estar me queimando por dentro.

Quando pensei nisso, a dor aumentou ainda mais. Então essa é a sensação de ter suas entranhas carbonizadas? As lágrimas não paravam de cair por causa da dor tão intensa.

Tap, tap. Foi então que escutei o som de passos vindo à minha direção. Olhei para cima e o homem estranho criou outra lança na sua mão. — Deve doer bastante. A luz é um veneno para criaturas como você. Ser atingida por ela é fatal. Achei que essa lança fraquinha já era suficiente para matá-lo, mas pelo jeito você tem um corpo mais resistente do que eu imaginava. Bem, então vou te furar de novo, mas dessa vez com um pouquinho mais de força. Chegou a sua hora.

Ele está tentando acabar comigo?! Eu vou morrer se for atingido por aquilo de novo!

Enquanto isso passava pela minha cabeça, comecei a me recordar do sonho que eu tive.

Vermelho...

A brilhante cor rubra irá...

Não, até parece que ela virá me ajudar. Aquilo foi um sonho. Então será que isso também não é um sonho? Se é um sonho, então, por favor, me ajude. Mesmo num sonho, eu não quero passar por isso!

UUU...

Quando pensei ter ouvido o som de um vento, uma explosão aconteceu bem na minha frente. Ao olhar pra cima havia fumaça saindo da palma da mão daquele cara. Havia sangue caindo de sua mão.

— Não ouse tocar nele.

Uma mulher passa por mim. Com cabelos ruivos. Mesmo vendo pelas costas já a reconheci. É aquela pessoa que vi em meu sonho. Não pude ver o seu rosto naquele sonho. Apesar disso, tive certeza que era a mesma pessoa daquele sonho.

—... Cabelos rubros... Você deve ser da casa Gremory...

O homem encarou a mulher com um olhar de ódio.

— Meu nome é Rias Gremory. Como vai, senhor Anjo Caído? Se você estiver tentando machucar esse garoto, então eu não vou me segurar.

Rias Gremory. É ela é uma estudante senior na minha escola. A beldade ruiva.

—... Huhu. Ora ora, então esse garoto pertence a você. Portanto essa cidade também é parte do seu território. Bem, por hoje eu vou me desculpar. Mas recomendo não deixar seus serviçais soltos. Gente como eu pode eliminá-lo enquanto faz uma simples caminhada.

— Obrigada pelo conselho. Essa cidade está sob minha vigilância. Se você ficar no meu caminho, eu acabo com a tua raça.

— E eu digo o mesmo para você, herdeira da Casa Gremory. Meu nome é Donaseek. Espero que não nos encontremos de novo.

O homem abre suas asas, e começa a flutuar. Ele então voa pelo céu. O homem dá uma encarada na Rias-Senpai e em mim, e logo some pelo céu. Então agora está seguro...? Senti-me um pouco aliviado, mas meus olhos ficavam embaçados e eu estava perdendo os sentidos. Meus olhos estão embaçados. Umh? Isso é ruim. Isso é muito ruim, não é?

— Ora, você está quase desmaiando. Isso certamente é uma ferida mortal. Não tem como evitar. Ei, onde é a sua casa? Senpai estava falando comigo enquanto eu caia, mas eu já não conseguia escutar o que ela estava dizendo. Então perdi a consciência.

Parte 5[edit]

<... SE VOCÊ NÃO ACORDAR EU TE MATO... SE VOCÊ NÃO ACORDAR EU TE CORTO EM PEDAÇOS>

Quando acordei, já era de manhã. O que foi isso? ... Será que tive outro pesadelo? Aquilo só pode ter sido um sonho. Mas parecia tão real. Agora estou aqui, deitado na minha cama.

Acordei com o despertador com voz de garota "yandere" (psicopata). Parece mesmo que foi um sonho.

Desta vez não foi a Yuuma-chan, mas um cara estranho que me perseguia. Porém, ambos tinham asas negras.

Sacudi a cabeça. Eu tenho que me controlar. Porque é que eu continuo tendo esse tipo de sonho?

Pelo que eu me lembro, ontem fui à escola como de costume, e lá tudo estava normal. Depois das aulas eu fui à casa do Matsuda e assisti a uma maratona pornô com ele e mais o Motohama. Depois disso voltei pra casa. No caminho, fui atacado por um estranho com asas...

Foi então que eu percebi que eu estava completamente pelado. Não tinha nada me cobrindo. O que é isso? Não estou nem de cueca!

Não consigo me lembrar. Como foi que eu voltei pra casa? Será que já estou perdendo a memória nesta idade? Também não tenho o hábito de dormir pelado.

—... Mmmmm

Ouvi uma voz doce. Olhei pro meu lado.

—... zzzzzzz

Tinha uma ruiva dormindo ao meu lado. Completamente nua... Sua pele, branca como a neve, me ofuscava. Sua pele parecia muito macia, e... Isso não vai acabar bem.

..........

Sem dúvida, é a Rias-Senpai. A garota mais popular da escola. Seus cabelos ruivos, esparramados sobre o travesseiro, eram lindos. Rias Gremory-Senpai.

..........

Ahn? Ahn?

Calma, calma. Numa hora dessas o melhor é contar os números primos para poder acalmar.

2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23...

Dááaaaa!!

Não consigo! Eu não consigo me acalmar!

Porquê Rias-Senpai está dormindo ao meu lado? O que foi que aconteceu?

Não,... O que foi que eu fiz?! Eu fiz alguma coisa?! Eu não me lembro! Eu não me lembro de nada! Porquê?! Eu tenho que me lembrar do que eu fiz! Como isso foi acontecer?

Será que eu fiz sexo com a Rias-Senpai? Ahn? Será que as pessoas perdem a virgindade desse jeito?! Impossível! Isso é impossível!

Vamos, lembre-se! Tente relembrar essas memórias preciosas! O que eu fiz? Que tipo de coisas eu fui capaz de fazer?

Minha cabeça parecia que ia explodir com todo esse esforço mental, mas aí eu fui acuado no momento seguinte.

— Ise! Acorda! Tá na hora da escola!

—Querida, o Ise ainda está no quarto dele?

— Querido, o sapato dele está na entrada, então ele voltou pra casa. Que coisa! Ficar na casa do amigo até tarde! Além disso, ainda vai se atrasar pra escola! Isso eu não vou perdoar!

A conversa dos meus pais podia ser escutada até aqui em cima, no meu quarto. A isso se seguiu o som de passos subindo a escada. As passadas davam a impressão de uma ira contida. É um pouco diferente de suas passadas usuais. Mamãe está a caminho!

Peraí! Espera um pouquinho! Se ela vir isso aqui, a casa vai cair.

— Espera mãe. Eu já acordei! Já vou me levantar!

— Pôxa! Não vou mais te perdoar! Nós vamos ter uma conversinha sobre isso!

Mamãe está irritada! Ela está vindo! Mamãe está vindo pro meu quarto! Ela não pode ver essa cena aqui!

— Mmmmm... já amanheceu?

"--?!"

Senpai está esfregando os olhos ao meu lado! Ela acordou! Ela acabou de acordar!

SLAM!

A porta é escancarada com violência. Ao mesmo tempo, Senpai se ergue da cama. Meus olhos encontram os olhos de minha mãe. Ela parece nervosa. Ela parece bastante nervosa!

— Bom dia.

Senpai cumprimenta a minha mãe com um sorriso.

Os olhos da minha mãe se movem de mim para Senpai. Então, a expressão facial de minha mãe congelou. Ela volta os olhos pra mim de novo. Eu evitei seu olhar.

HSDxD vol 01 057.jpg

—... APRONTE-SE LOGO.

Falando com uma voz mecânica, ela fecha a porta lentamente. Após um breve momento, pode-se ouvir o som alto de seus passos descendo a escada.

— Que-, Que-, Que-, Que-, Querido!

— O que aconteceu querida? Parece que você viu um fantasma. Ise estava fazendo alguma safadeza de manhã, de novo?

— Se- Se- Se- Se- Sexoooooo!! O Ise fez... Com uma estrangeira!!

— Querida? O que aconteceu?

— Internacional... Ise fez!

— Querida, acalme-se.

Eu só posso esconder meu rosto. Posso imaginar o que está acontecendo lá embaixo. Como isso foi acontecer? Com certeza vai ter uma reunião de família sobre isso. Que desculpa eu vou inventar pra explicar isso?

— Sua família é bem animada pela manhã.

Senpai se levantou e foi pegar seu uniforme na minha escrivaninha. Senpai nua. O corpo nú de uma linda garota.

Hmmmm, tem tanta coisa pra olhar. Sua boca delicada. Suas longas pernas brancas, sua cintura. Sua bunda escultural. E seus peitos enormes... Até os mamilos eu vejo claramente!

Porque ela não está escondendo? Porque ela não faz a menor questão de esconder?

Se eu tivesse o talento do Motohama já teria suas medidas com absoluta precisão. Que pena eu não ter a habilidade dele.

Mas de uma coisa tenho certeza. Já vi os corpos de várias mulheres em vídeos e revistas, mas Senpai tem o corpo mais perfeito e lindo que eu já vi.

Como posso descrevê-lo? Uma obra de arte? Um corpo de forma e curvas perfeitas. Parece um daqueles corpos que se vê em pinturas ou esculturas nos museus de arte.

Perfeição. A única coisa que posso dizer é que "A beleza era ainda mais divina após vê-la despida".

Mas me sinto mal de encará-la assim. Ela pode achar que eu sou um completo tarado.

— S-Senpai!

Tenho que avisá-la.

— O que foi?

— Seus peitos... Eu estou vendo tudo!

Eu disse enquanto desviava o olhar. Eu quero olhar, mas não posso. Não está certo. Tenho que resistir.

— Se você quer olhar, vá em frente, eu não ligo.

Senpai diz isso ousadamente, enquanto veste seu uniforme. Ela abriu um sorriso malicioso.

Ela está falando japonês, mesmo? Uma corrente elétrica passou pelo meu corpo. Lágrimas escorriam pelos meus olhos, após ter ouvido palavras tão bonitas e encorajadoras. Que emoção!

— Sua barriga está bem?

Senpai me pergunta. Barriga? Boto a mão na minha barriga, ainda olhando Senpai se vestir.

— Você foi apunhalado ontem.

--!

Depois dessas palavras, eu acordei completamente. É verdade. Eu fui atacado por um cara de asas naquele parque ontem à noite. Eu fui trespassado por uma lança que parecia ser feita de luz.

Porém, não há nenhuma marca na minha barriga. Eu tinha certeza que tinha um furo... Não é o tipo de ferimento que some do dia pra noite.

Havia tanto sangue.

Então aquilo não foi um sonho? Ou será que foi?

— A propósito, o incidente de ontem não foi um sonho.

... Senpai falou como se tivesse lido minha mente.

— Eu, eu tinha certeza que tinha sido ferido...

— Eu te curei. Era crítico, mas graças ao seu corpo ser tão resistente, pude curá-lo em apenas uma noite. Eu emprestei parte do meu poder demoníaco a você, abraçando-o com nossos corpos nús. Só pude fazer isso porque nós somos do mesmo clã.

O que... foi que ela disse? Hã? Estávamos abraçados peladinhos?

..............

Hãããããããããããã!

Espera aí, isso quer dizer que...!

— Está tudo bem, porque eu ainda sou virgem.

Ela fala como se tivesse lido minha mente, de novo. Ah, é verdade? Fiquei um pouco aliviado. Será que eu deveria mesmo ficar aliviado?

— Ah, não faz essa cara, o mundo é cheio de mistérios que você nem desconfia.

Senpai se aproxima, ainda apenas com roupas de baixo. Ela afaga minha bochecha com seus lindos dedos.

Meu rosto fica vermelho. Não tenho culpa de meu rosto ficar vermelho se uma beleza como ela me acaricia assim.

— Meu nome é Rias Gremory. Eu sou um demônio.

--Demônio? Quê? Tá brincando? Será que ela está falando sério...

— E sou sua mestre. É um prazer conhecê-lo, Hyoudou Issei. Posso chamá-lo de Ise?

... Seu sorriso demoníaco é bem real.

Parte 6[edit]

— Bom apetite.

Vovô que olha por mim do céu. Neste exato momento, uma belezura está sentada ao meu lado, na nossa casa, tomando uma sopa misô.

— Está uma delícia, Mãe.

— Ah, sim. É muita delicadeza sua.

Meus pais estão sentados bem na minha frente com uma expressão muito estranha no rosto. Vovô, como é que eu melhoro esse ambiente carregado?

Isso está muito constrangedor, não sei lidar com uma situação dessas.

— Ise, foi sua mãe que preparou essa refeição pra você, coma tudo.

Senpai está agindo como uma irmã mais velha exemplar. Quanta educação.

— C-Claro!

Eu respondi e comecei a engolir tudo.

— Não coma de maneira tão vulgar. Mastigue devagar para poder sentir o sabor da comida. Sua mãe preparou essa comida com todo o carinho para nós.

Senpai limpa então minha boca com o seu guardanapo. Mas o que é isso? No que foi que eu me envolvi?

— I-Ise...

Papai falou pra mim com a voz trêmula. Você parece estar muito nervoso, pai. Eu também estou.

— D-De onde veio esta senhorita?

Após ouvir isto, Senpai pousou os talheres na mesa e inclinou a cabeça respeitosamente.

—... Ah. Eu peço que me perdoem por não ter me apresentado antes... Eu envergonhei a Casa dos Gremory. Permitam que eu me apresente. Mãe, pai meu nome é Rias Gremory. Eu frequento a mesma escola de Hyoudou Issei. É uma honra conhecê-los.

Senpai dá um sorriso. Papai faz uma cara de idiota em resposta.

— É-é mesmo... Que ótimo. Hahaha! Você é uma estrangeira? Você fala japonês muito bem.

— Obrigado. Devido ao trabalho de meu pai, eu moro no Japão há bastante tempo.

Ooh parece que papai já engoliu essa conversa. Parece que mamãe, ao seu lado, ainda não.

— É mesmo, Rias

— É sim, mãe.

— Que tipo de relacionamento você tem com o Ise?

--!

...E essa é a questão para esclarecer toda a confusão dessa manhã. Mamãe aguarda ansiosamente a resposta, mas Senpai continua sorrindo tranquilamente.

— Nós somos apenas colegas muito próximos da escola, mãe.

— Isso é conversa fiada!

Mamãe rejeita a resposta de imediato, é claro. Essa não vai colar Senpai. Como ela nos flagrou daquele jeito, fica difícil cair nessa.

— Vo-, vo-, vocês dois estavam na cama!

— Ise me disse que estava tendo pesadelos, então me ofereci para dormir com ele.

— Apenas dormiram juntos. Mas vocês estavam p-pelados!

— Ha, mãe hoje em dia todo mundo dorme pelado quando estão juntos.

Mas que cara de pau. Você é espantosa, Senpai.

Ao ouvir isso, mamãe fica calada.

— E-então é isso... Então hoje em dia é comum dormirem pelados.

Mãe? Então está bem? Você aceitou essa?

Foi então que eu percebi que a mamãe estava com o olhar esquisito. Estava vazio, como se ela estivesse possuída. Aí a Senpai cochichou no meu ouvido.

—... Desculpe, achei que ia ficar complicado, então usei o meu poder.

Poder?

Então me lembrei do que ela tinha dito antes. 'Eu sou um demônio'. Então esse é o poder de um demônio?

Senpai volta a tomar o café da manhã. Quando olhei, papai também tinha o mesmo olhar vazio. Ela usou o 'poder' nele também...?

Um demônio.

O que é que está acontecendo aqui?

Parte 7[edit]

A caminhada matinal à escola. Estou caminhando em direção à escola com certa dificuldade, por causa do jeito com que os outros estudantes estão me encarando. Mas é inevitável. Afinal de contas, caminhando ao meu lado, a deusa da escola, Gremory-senpai. E ainda por cima eu me pareço com seu serviçal, pois estou carregando a mochila dela.

— Porque alguém como ele...

— Porque alguém tão vulgar como ele está ao lado da nossa irmã Rias...

Posso ouvir os comentários tanto de garotas como dos garotos, vindo de todas as direções. Alguns até desmaiaram de tão chocados.

É tão ruim assim? Será que é tão ruim assim eu andar ao lado da Senpai?

Passamos pelo portão da escola, e me separo de Senpai na entrada.

— Eu mando alguém te procurar depois. Vamos nos encontrar depois das aulas.

Ela diz isso com um sorriso. Mandar alguém? O que ela quer dizer com isso? Não tenho bem certeza, então vou em direção à sala de aula.

Quando abro a porta, todo mundo olha pra mim. Bem, é normal, afinal eu estava acompanhado da Rias-senpai.

BAM!

Alguém, por trás, me da um tapa na cabeça. Quando me viro, Matsuda está na minha frente, Motohama ao seu lado.

— Exijo uma explicação!

Matsuda grita, com lágrimas nos olhos. Pela sua cara, posso adivinhar o que ele está pensando.

— Até ontem, nós éramos colegas da 'Aliança dos Impopulares'!

— Ise, primeiro explique para nós o que aconteceu depois que nos separamos.

Ao contrário de Matsuda, que está furioso Motohama mantém sua aparência calma, com sua mania de ajeitar os óculos, mas seu olhar está bastante fixo. Vocês estão me assustando. Mas eu apenas dou uma gargalhada.

— Rapazes, vocês alguma vez já viram peitos de verdade, ao vivo?

Com apenas essa sentença, ambos são atingidos por um tremor pelo corpo todo.

Parte 8[edit]

Depois da escola.

— Oi, como vai?

Eu olho para o colega que veio me ver com olhos semi-cerrados.

O cara diante de mim não é outro senão o 'príncipe' das garotas, o garoto mais bonito da escola, Kiba Yuuto. Ele capturou o coração das meninas com esse exato sorriso que faz agora. Aliás, ele é do mesmo ano que eu, mas de outra classe.

Dá pra ouvir os gritinhos de prazer das garotas não só na sala como do corredor. Fiquem quietas! Está muito barulhento por aqui.

— Então, o que você quer?

Eu respondi um pouco ríspido, porém Kiba falou sem sequer interromper o sorriso.

— Eu vim aqui a pedido da Veterana Rias Gremory.

--!

Bastou ele dizer isso para eu compreender sua presença aqui. Então ele é a pessoa que Senpai disse que iria mandar.

— Ah, Ok, então o que você quer que eu faça?

— Vem comigo.

NÂO!!

Esse foi o grito que veio das garotas.

— Não, não, porquê Hyoudou está ao lado do Kiba?

— Você vai pegar uma doença, Kiba!

— Não posso concordar com o casal Kiba x Hyoudou.

— Mas e se for Hyoudou x Kiba?

Elas falam cada besteira. Caladas! Fiquem caladas!

— Ah, tudo bem.

Eu falei e fui atrás dele. Vou deixar bem claro. Eu odeio garotos bonitos. Eu seguia o Kiba, que já tinha se distanciado um pouco.

— Ei, Ise!

Matsuda grita o meu nome.

— Não se preocupe, eu não estou procurando briga.

Tá tudo bem. Não precisa se preocupar comigo, colega.

— Você vai precisar desse DVD 'Eu, o molestador e o Udon'?!

Matsuda diz isso em voz alta, segurando o DVD bem alto. Eu apenas olhei pela janela.

Eu segui o Kiba e acabamos indo em direção à parte de trás da escola.

Neste lugar, cercado de árvores, encontra-se o prédio antigo da escola. Aparentemente ele era usado há muito tempo atrás, mas agora se encontra abandonado e ninguém mais vem aqui. É tão arrepiante que foi listado como um dos 'sete mistérios da escola'. A aparência da construção é bem antiquada, o prédio todo de madeira, mas não vejo nenhuma janela quebrada e até que aparenta estar bem conservado. É velho, mas não parece ser tão ruim.

"A Buchou está aqui." Falou o Kiba.

Buchou? Ele está falando da Senpai? Ela é Buchou do quê? Então ela participa de algum clube estudantil? Será que ele também pertence a esse clube?

Está ficando cada vez mais misterioso. Bem, provavelmente se eu continuar seguindo esse cara vou acabar me encontrando com a Senpai.

Nós entramos no prédio, que é de dois andares, e subimos para o segundo andar. Continuamos andando, passando por corredores que pareciam bem cuidados. Dei-me conta que por todos os lugares que passamos não havia o menor sinal de poeira. Quando se fala de casas antigas, sempre se pensa em insetos, teias de aranha, poeira, mas até agora não vi nada disso. Com certeza esse prédio não está abandonado.

Eventualmente chegamos ao nosso destino. Kiba parou em frente a uma sala de aula em particular. Fiquei surpreendido pela plaqueta ao lado da porta -- [Clube de Investigação sobre Ocultismo]

Clube de Pesquisa Oculta???

Essa placa me fez pensar. Não é que eu ache que o clube pareça esquisito, mas imaginar que aquela Rias seja membro de um clube sobre ocultismo é meio...

— Buchou, eu trouxe ele aqui.

Kiba fica aguardando uma resposta, atrás da porta de madeira. Então Rias respondeu.

— Sim, podem entrar.

Parece que ela está aí dentro. Kiba abre a porta e eu tomei um choque quando o segui para dentro da sala. Havia palavras e símbolos estranhos desenhados por todos os cantos. O chão, a paredes e o teto estão cobertos de sinais estranhos. Porém um em particular se destaca um grande círculo desenhado bem no meio do salão.

Parece um desses círculos mágicos e ocupa a maior parte do espaço da sala. Eu podia sentir algo estranho e arrepiante vindo de lá. Havia também a mobília, um par de sofás e armários.

Hmmm? Tem alguém sentado num dos sofás, é uma garota miúda... Eu conheço essa garota, já ouvi falar dela! É uma garota do primeiro ano, a Toujou Koneko!

Apesar de ser do primeiro ano, ela parece bem mais nova, do primário, por causa do seu rosto infantil e seu corpo pequeno. Ela é bem popular para certo 'tipo' de garotos. Ela também é popular entre as garotas, sendo considerada uma mascote, por ser tão bonitinha.

Ela estava comendo um doce Yookan silenciosamente. Ela tem sempre essa expressão apática. Se bem me lembro, todos dizem que ela é bem fria.

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Ela se deu conta da nossa presença e nossos olhos se encontraram.

— Esse aqui é o Hyoudou Issei.

Kiba me apresentou, e a Toujou Koneko acenou com a cabeça.

— Ah, é um prazer conhece-la.

Também acenei com a cabeça. Com isso, ela voltou sua atenção para o doce que comia. Hmmm. É como dizem, ela é bem calada mesmo.

SHHH

Então percebi um som de água escorrendo, vindo dos fundos do salão. Será o som de um chuveiro?

Percebi que bem no fundo da sala tinha uma cortina de chuveiro, e uma sombra por trás da cortina. A sombra de uma garota. Tinha uma garota tomando uma ducha. Quê? A sala vem com um chuveiro?

QUIUU

O som de água correndo foi interrompido.

— Buchou, aqui.

Hã? Tem mais alguém ali? Escutei a voz diferente da de Senpai.

— Obrigada, Akeno.

Parece que a Senpai está se vestindo atrás daquela cortina. Eu comecei a ficar vermelho, pois me lembrei do que aconteceu hoje de manhã. Senpai, você tem um corpaço maravilhoso. Eu não vou precisar de material pornô por um bom tempo.

—... Mas que cara lasciva.

Alguém murmura. Quando olhei na direção da voz, vi a Toujou Koneko. Encaro-a, mas a baixinha está apenas comendo o doce dela. ... Então você acha que eu tenho a cara lasciva. Peço mil perdões.

JIA--

A cortina abre, e Rias está em pé lá, vestindo o costumeiro uniforme escolar. Ela está sedutora, assim com os cabelos molhados. Ela olha pra mim e sorri.

— Perdão, não pude tomar um banho ontem porque tive que passar a noite contigo. Então estava tomando uma Ducha.

Ah, é mesmo? Mas não é estranho ter um chuveiro num canto da sala?

Aí olhei atrás da Senpai... Tá falando sério?! Fiquei tão chocado que perdi a fala. Uma morena de rabo-de-cavalo. O rabo-de-cavalo, que diziam que estava em extinção! A pessoa que era conhecida como a última de rabo-de-cavalo da nossa escola! O rosto lindo, que estava sempre sorridente. A pessoa que emanava uma aura japonesa, uma 'Yamato Nadeshiko', o ideal de beleza japonesa, apesar de ainda ser uma estudante, e também uma de nossas musas, Himejima Akeno!

Ela que, junto com a Rias senpai, e conhecida como uma das 'duas grandes irmãzonas'! Ela que é idolatrada pelos garotos e pelas garotas.

— Ora, ora. Como vai, eu me chamo Himejima Akeno. É um prazer conhecê-lo.

Ela se apresenta de forma bem polida, com um sorriso. Sua voz é fascinante.

— Ó-ó. Meu nome é Hyoudou Issei. O-o prazer é todo meu.

Mesmo nervoso, consegui saudá-la. Após confirmar nossas apresentações mútuas, Rias tomou a palavra.

— Parece que todos já estão presentes. Hyoudou Issei. Não, deixe-me chamá-lo Ise.

— P-pois não.

— Nós, do Clube de Pesquisa Oculta, damos as boas-vindas.

— Hã? Ah, obrigado.

— Como um colega demônio.

--!

Mãe, pai, parece que me meti numa boa.

— Aqui está o seu chá.

— Ah, obrigado.

Sentei no sofá e recebi uma xícara de chá da Himejima. Bebi de um gole.

— Está gostoso.

— Ora, ora, é muita bondade sua.

Himejima começa a rir, fazendo 'uhuhuhu...'.

Kiba, Koneko, Rias e eu estamos sentados nos sofás ao redor da mesa.

— Akeno, sente aqui você também.

— Sim, Buchou. Ela se senta ao lado de Rias.

Então todos olham para mim. Q-que foi... Assim vocês me deixam nervoso, todo mundo me encarando nesse espaço pequeno... Aí a Rias falou.

— Vou direto ao assunto. Aqui, nós todos somos demônios.

V-você certamente foi direto ao assunto.

— Pela sua cara, você não está acreditando no que eu disse. É natural. Porém, você certamente viu o homem de asas negras ontem a noite, não viu?

Ela está certa, se aquilo não foi um sonho, eu realmente vi aquilo.

— Aquilo era um Anjo Caído. Eles antes eram anjos que serviam a deus, mas que caíram para o inferno por terem más intensões. Eles também são inimigos de nós, demônios.

Bem, então agora estamos falando de anjos caídos. Parece que estamos enveredando pelo gênero fantástico.

— Nós, os demônios, estamos em estado de guerra contra os Anjos Caídos desde os tempos remotos. Nós lutamos pela posse do mundo dos mortos, também conhecido como inferno pelos humanos. O mundo dos mortos está dividido em duas áreas, dos Demônios e dos Anjos Caídos. Os Demônios formam pactos com humanos, recebendo seu sacrifício o que aumenta nossa força. Os Anjos Caídos, por outro lado, controlam humanos para eliminar demônios. Além disso, têm os Anjos, que vem aqui por ordem divina para tentar eliminar as duas raças. Com isso, temos as três forças. Isso ocorre desde a antiguidade.

— Não, Senpai. Esse tipo de história é difícil de acreditar para um estudante normal como eu. Ah, então é isso que os membros do Clube de Ocultismo fazem?

Ah, então essa conversa é a atividade do clube.

— O Clube de Pesquisa Oculta é só uma fachada. Um passatempo meu. Na verdade isso aqui é um ponto de encontro para demônios.

... Pera aí, isso é só parte das atividades do clube, não é?

— Amano Yuuma

Ao ouvir esse nome, arregalei os olhos. De onde ela ouviu esse nome?

— Naquele dia você estava num encontro com a Amano Yuuma, certo?

—... Se você está brincando, pare, por favor. Não quero falar sobre isso num lugar como este.

Falei com um tom irritado. Esse tópico é tabu para mim. Quando eu falei sobre isso antes, ninguém acreditou em mim, ninguém se lembrava dela. Todos diziam que tinha sido um sonho meu, uma alucinação. Ninguém acreditou em mim e ninguém se lembrava da existência dela. Não sei de onde ela ouviu essa história, mas não vou aceitar se ela disser que era um fenômeno oculto. Assim vou me irritar.

— Ela existe. Com toda a certeza — Rias respondeu claramente.

— Bem, parece que ela tentou eliminar todas as evidências ao seu redor.

Rias estalou os dedos, e a Himejima mostrou uma foto. Fiquei atônito quando eu vi quem estava na foto.

— Esta é ela, não é? A Amano Yuuma.

É. A pessoa que aparecia na foto era a minha namorada que eu não conseguia encontrar mais em lugar algum. Eu havia tirado uma foto dela com o meu celular, mas de alguma maneira a foto tinha sumido. Esta foto tinha uma imagem perfeita dela, incluindo as asas negras saindo pelas costas.

— Essa garota é... não isso é um Anjo Caído. Ela é da mesma espécie daquele que te atacou ontem á noite.

.... Anjo Caído? A Yuuma é um Anjo Caído? Rias continua.

— Essa Anjo Caído entrou em contato com você para alcançar um certo objetivo. Quando teve sucesso, ele apagou todos os rastros sobre ela.

— Um certo objetivo?

— Sim, matar você.

--!

Que inferno!

— P-porquê é que ela tinha que me matar?!

— Acalme-se Ise. Era inevitável... Não, você apenas teve azar. Existem possessores que acabaram não sendo mortos...

— Como assim 'eu tive azar'?

Ela está querendo dizer que eu fui assassinado pela Yuuma-chan porque aquele não era o meu dia?! Hã...? Morto? Mas eu ainda estou vivo. Eu ainda estou aqui, como sempre.

— Naquele dia, você saiu em um encontro com ela, depois foram até o parque, onde você então foi morto com uma Lança de Luz.

— Mas eu ainda estou vivo! Além do mais, por que razão eu tive que ser caçado daquele jeito?

É, não tinha nenhuma razão para eu ser caçado por ela. Qual o motivo para eu ser caçado por Anjos Caídos?!

— O motivo dela ter te abordado foi para verificar se tinha algo perigoso dentro de você. Ela deve ter percebido um tênue sinal vindo daquilo. Por isso que ela gastou aquele tempo todo contigo. Então ela conseguiu confirmar. Que você era um humano possuidor de uma 'Sacred Gear'.

Sacred Gear...

Eu já tinha ouvido esse termo antes. 'Sinto muito. Você era um perigo para nós, então decidimos eliminá-lo mais cedo. Se você quer culpar alguém, então odeie o deus que colocou a Sacred Gear dentro de você. ' Isso foi o quê a Yuuma tinha dito naquele dia.

Então tem uma 'Sacred Gear' dentro do meu corpo...?

O próximo a falar foi o Kiba.

— 'Sacred Gear' é um tipo de pode irregular que é concedido a alguns humanos. Como exemplo, a maioria das pessoas que tiveram seus nomes gravados na história humana, são tidas como possuidoras de alguma Sacred Gear. Elas usam o poder da Sacred Gear para deixar seu nome escrito na História.

— Até na atualidade existem pessoas que possuem Sacred Gears dentre de seus corpos. Sabe aquelas pessoas importantes que são conhecidas no mundo inteiro? A maior parte delas têm Sacred Gear em seus corpos. Himejima foi quem continuou, depois de Kiba.

Rias prosseguiu com a explicação.

— A maioria das Sacred Gears tem características tais que só são úteis na sociedade humana. Porém, existem Sacred Gears excepcionais que são uma ameaça para nós, Demônios e Anjos Caídos. Ise levante a sua mão bem alto.

Hã? Levantar a minha mão? Pra quê?

— Vai, anda logo. Rias-senpai insistiu.

Levantei, então, meu braço esquerdo.

— Feche os olhos e pense em algo que seja a coisa mais poderosa que você possa imaginar.

— P-poderoso...? Son Goku?

— Então imagine. Imagine essa pessoa numa pose em que ela parece no seu mais forte.

..............

Eu imaginei o Son Goku quando ele está liberando o seu Kamehameha. Será que é isso mesmo?

— Abaixe o seu braço lentamente e levante-se.

Eu me levantei do sofá e abaixei o braço.

— Agora imite a pose daquela pessoa. Tem que se concentrar bem, viu? Não se segure.

Porra.

Tem gente aqui olhando, e eu tenho que imitar o Goku fazendo Kamehameha com a minha idade?! Que vergonha! Só porque eu estou com os olhos fechados não que dizer ninguém vai rir de mim.

— Anda logo! Rias-senpai insiste de novo.

Eeeeei! Tá falando sério! Eu realmente vou ter que fazer isso?! Merda! Então foda-se! Presta a atenção, aqui vai a primeira - e única - performance de Kamehameha de Hyoudou Issei!

— Kamehameha!

Eu gritei enquanto jogava minhas mãos abertas, juntas e com os braços esticados na frente do meu peito. Esta é a pose do Kamehameha.

— Agora abra os olhos. Neste lugar, repleto do poder demoníaco, a Sacred Gear poderá aparecer com mais facilidade.

Eu abri os olhos, do jeito que a Rias me disse e

FLASH!

Meu braço esquerdo se iluminou.

O quêêêêêê?! O quê é isso? O quê é isso? Eu posso fazer o Kamehameha agora?

A luminosidade começa a tomar forma e cobre o meu braço esquerdo. Quando meu braço parou de brilhar, ele estava coberto por uma manopla vermelha.

Vinha equipada com algo brilhante bem chamativo. Parecia um acessório de fantasia bem construído e realista. A parte que cobre o punho tem algo como uma gema encrustada. Na verdade parece mais uma joia do que uma simples gema.

— Que diabo é isso?! Eu soltei um grito. Estou realmente assustado.

É óbvio, que coisa é essa? Eu pensei ter feito o Kamehameha, mas o que eu consegui foi algo que um Power Ranger usaria! Uuaaa, o que é isso?! — Isso é uma Sacred Gear. E é toda sua. Uma vez que ela apareça, você pode usá-la quando e aonde quiser, à vontade.

--!

E-essa manopla vermelha é uma Sacred Gear...?

Hããããããããã.....

Ainda não consigo acreditar. Eu disparei um Kamehameha e eu... eu...

— A Anjo Caído Amano Yuuma percebeu sua Sacred Gear como uma ameaça, portanto ela resolveu te matar.

... Então a parada com a Yuuma e a Sacred Gear era tudo real. Portanto, a parte em que eu fui morto por ela foi real também...? Então como é que eu ainda estou vivo?

— Você me chamou quando estava à beira da morte. Eu fui chamada por meio deste folheto.

Rias mostrou um folheto. Eu conheço esse folheto. Quando eu esperava pela Yuuma no lugar marcado, uma pessoa distribuindo esses panfletos me deu um. É um folheto com um círculo mágico estranho e um bordão em que se lia 'nós realizamos o seu desejo'. Olhando direito, o círculo mágico no folheto é uma cópia exata do maior que está desenhado neste chão.

— Este é um dos panfletos que nós distribuímos. Este círculo mágico é usado para invocar a nós, demônios. Atualmente são poucas as pessoas que se dispõe a desenhar o círculo para nos chamar. Portanto, agora costumamos distribuir esses folhetos para pessoas que parecem que poderiam vir a nos invocar. Este círculo mágico é bastante seguro e fácil de usar. Naquele dia um espírito familiar dos nossos, disfarçado de humano, distribuía isso nas ruas do setor comercial. Foi então que você o obteve, Ise. Depois de ser atacado pelo Anjo Caído, você me chamou quando estava prestes a morrer. Você desejou com tanta força que acabou me convocando. Normalmente meus subordinados, como a Akeno ou um dos outros é que seriam chamados.

Naquele dia eu fui trespassado pela Lança de Luz... Por isso eu desejei com tanta força. Eu ansiava tão fortemente pela garota de cabelos ruivos, Rias Gremory. Portanto, a pessoa de cabelos ruivos que apareceu ao fim do meu sonho... Não, quero dizer, a pessoa que apareceu no fim daquele incidente foi realmente a Rias.

— Quando eu fui invocada e vi você, eu percebi de cara que você era possuidor de uma Sacred Gear e que tinha sido atacado por um Anjo Caído. Mas agora é que vem o problema. Ise, você estava à beira da morte. Não apenas demônios, mas humanos também morrem instantaneamente se forem empalados por uma Lança de Luz. Ise, essa era a condição em que você se encontrava. Então eu decidi salvar a sua vida.

Salvar a minha vida? Então foi Rias mesmo quem me salvou? E é por isso que eu continuo vivo.

— Porém, como um Demônio. Ise, você renasceu como um Demônio meu, súdito de Rias Gremory. Meu demônio subordinado.

PA!

Naquele momento, asas surgiram das costas de todos, menos eu. Eram diferentes daquelas dos Anjos Caídos, eram mais parecidas com asas de morcego.

PA!

Eu também senti algo nas minhas costas. Quando olhei sobre meus ombros, eu também possuía asas negras.

...Tá falando sério? Eu sou um Demônio? Eu não sou mais humano?

— Vamos nos apresentar mais uma vez. Yuuto, por favor.

Kiba sorri para mim depois que a Rias chamou seu nome.

— Meu nome é Kiba Yuuto. Como você já sabe, estou cursando o segundo ano como você, Hyoudou Issei-kun. Mmmm, eu também sou um Demônio. Prazer em conhecê-lo.

—... Cursando o primeiro ano... Toujou Koneko. É um prazer. ... Eu também sou um Demônio. — Toujou Koneko apresenta inclinando a cabeça. — Eu me chamo Himejima Akeno, e curso atualmente o terceiro ano. Eu sou também a vice-presidente do Clube de Pesquisa Oculta. É um grande prazer conhecê-lo. Embora eu tenha essa aparência, também sou um Demônio, uhuhu.

Himejima inclina a cabeça respeitosamente. Finalmente é a vez de Rias. Ela sacode sua cabeleira ruiva é diz sem rodeios.

— E eu sou a mestre deles e também um Demônio da Casa Gremory, Rias Gremory. A minha Casa possui o título de Duque. Bem vindo a família, Ise.

Parece que eu estou realmente numa situação incrível.


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